18 MAI
#1 Série Autoestima: O Impacto nas Entrevistas de Emprego
Autor

Karina Alves

Categoria

Dicas para Processo Seletivo

#1 Série Autoestima: O Impacto nas Entrevistas de Emprego

Como está sua autoestima? Mantê-la elevada é um desafio para a maioria das pessoas, inclusive para mim.  E, a autoestima é a BASE, o segredinho para se ter sucesso tanto nos processos seletivos quanto na carreira de uma forma geral.

Vou fazer uma série com 3 artigos falando sobre a autoestima e o impacto nos processos seletivos. Vou publicar um por semana. E hoje vamos conversar um pouco sobre conceito de autoestima, como é formada e quais os impactos na sua vida e carreira. E, nos próximos artigos vou apresentar exercícios práticos para ajudá-lo no desenvolvimento da sua autoestima.

O selecionador te observa o tempo todo, por isso é importante mostrar confiança em si mesmo. Esta é a base para que toda sua preparação anterior funcione, e você consiga se sair bem na entrevista.

Para melhorar ou até recuperar a autoestima e ter mais sucesso na carreira é preciso entender 3 passos.

O primeiro passo é entender a definição de autoestima, que para a psicologia representa uma avaliação que a pessoa tem de si mesma, e esta percepção pode ser positiva ou negativa. Envolve o quanto a pessoa gosta, aceita e respeita a si mesmo. É ela que determina o grau de motivação, entusiasmo e energia em busca de uma vida com mais realização profissional. É a autoestima que diz se você é forte ou fraca, legal ou chata, capaz ou incapaz, bonita ou feia…

O segundo passo é entender que a autoestima (essa percepção de si mesmo) é formada por CRENÇAS, que são as coisas que você acredita sobre si mesmo. Ao longo dos anos e das suas experiências com a vida foi observando várias ideias, medos, opiniões, valores, expectativas, incorporando-os em sua mente e os aceitando como verdadeiros. Essas crenças (conscientes ou inconscientes) controlam tudo o que você diz, faz, pensa ou sente. Funciona no seguinte ciclo: Crenças que são alimentadas por pensamentos (parte cognitiva, racional, aquela voz chata que nos manda recados) – que geram sentimentos – que geram comportamentos.

  • Vamos ver um exemplo de como as crenças de autoestima impactam sua vida:

Em algum momento da sua infância você passou por uma situação onde não foi capaz de realizar algo, e internalizou a ideia de que fracassou e que a vida é difícil, associado a um sentimento de insegurança e gerando uma crença de que você “é incapaz”. (Exemplo simples: você quis ajudar em casa e foi levar a jarra de suco até a mesa, porém era pesada e você derrubou, então ouvir de seus pais: “viu, sabia que você não dava conta, porque foi tentar, ainda é pequena demais….ou coisas do tipo). Isso afeta e vai formando sua autoestima.

Muitas vezes você nem lembra desta situação que viveu na infância, mas a crença de incapacidade permanece em seu inconsciente, além de ter marcado sua autoestima, e mesmo que de forma inconsciente, quando você chega em uma entrevista de emprego, esta crença vai gerar insegurança que, associada a ansiedade (normal deste processo) fará com que você tenha um mal desempenho no processo seletivo.

Isso explica porque muitas pessoas relatam que estavam preparadas para uma boa apresentação, porém na hora “H” não conseguiram se expressar ou como dizem “deu branco” e não disseram o que haviam planejado.

Essa situação ainda é reforçada quando os familiares começam a questionar: outra entrevista e você não passou? O que será que você está fazendo de errado? Isso só reforça a crença de incapacidade e continua aumentando sua insegurança e atrapalhando seus resultados.

Entendido que nossa autoestima é a percepção que temos de nós mesmos e que é formada por crenças, entramos no terceiro passo, um dos mais importantes: é entender que a autoestima é formada pela combinação de 3 crenças principais e como você pode trabalhar essas crenças e recuperar sua autoconfiança e sentir-se mais seguro nas entrevistas.

Mas, este terceiro passo vou contar na postagem da semana que vem. Aproveite deixe seu comentário e compartilhe para que mais pessoas possam refletir sobre o assunto.

Nos vemos na semana que vem.

Um abraço,
Karina Alves